Minha tristeza, na verdade, era falta de você. Era
saudade. Era apego implorando pra não virar desapego. Era amor pedindo
pra não ter fim, era amizade pedindo pra nascer de novo, era uma
historia implorando um recomeço.
Quando decidimos namorar com alguém abrimos mão de colorir um enorme livro sozinho, abrimos mão de usarmos somente nossas cores favoritas em tudo, abrimos mão de combinarmos de acordo com o nosso conceito de beleza.
Namorar é saber ceder,é aceitar que muitas vezes o pronome “meu” será substituído pelo pronome “nosso”, é estar ciente que poucas vezes o “Eu” resolverá alguma coisa sozinho.
Namorar é sentar na sala de casa com alguém do lado, independente do mundo lá fora e começar a colorir o tal livro, onde cada um ficará responsável por preencher alguma parte vazia, sem cor, sem graça. Muitas vezes usando as mais diversas formas, lápis, caneta ou tinta, a meta é preencher o que faltava colorir.
Claro, o menino vai ultrapassar a linha, a menina vai dizer que ele escolhe cores erradas, e algumas vezes surgirá a vontade de parar de colorir, as horas não passarão, você vai colorir colorir e colorir e tudo vai parecer igual, vai aparecer a vontade de saber o que está acontecendo no lado de fora da casa, vai querer saber o que as outras pessoas andam colorindo, o que fará os dois continuarem colorindo ou não será a vontade de permanecerem ali, sentados juntos!
Afinal, namorar é a arte mais difícil.

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