terça-feira, 18 de junho de 2013

Qual o valor?
Já pensou se o coração fosse uma boate? Onde nós tivéssemos o controle sobre quem entra, o que cada um faz, quais musicas tocariam e quais os dias da semana haveria festa. Onde na entrada uma pessoa pegaria uma comanda e no final pagaria por tudo o que fez lá dentro! Muitas pessoas não teriam dinheiro pra pagar tantos gastos. Imagine se cada uma dessas coisas custassem algo: uma traição, uma decepção, um beijo, um fora, uma cantada, o número do telefone, o msn, será que você gastaria muito mais do que costuma pagar? Eu acredito que o preço que a gente gasta em uma festa, em uma zueira,em uma viagem,  em uma boate, é muito maior do que o que vem cobrando em nossa comanda, o valor real é o que você paga quando deita pra dormir, e pensa em tudo o que aconteceu lá dentro, quando você ri dos fatos engraçados, não acredita em certas visões, relembra foras e beijos, nesse momento sim o valor é real. O ruim é não se lembrar disso tudo, uma vez ou outra tudo bem, a gente tem que se desligar do mundo de vez enquando, mas todas as vezes não, a gente tem que aprender a retirar coisas boas de tudo o que acontece com a gente. Mas certamente a melhor parte seria ter o controle sobre quem está lá dentro e caso aconteça algo de errado a gente simplesmente proibe a entrada dessa pessoa na próxima festa. Mas infelizmente não é assim. Afinal, o coração é um dos poucos lugares que a gente não sabe quanto tempo uma pessoa irá permanecer. O que deve ser feito é dar tempo ao tempo, e deixar o sentimento se tranformar, aumentar ou desaparecer. Os responsáveis por essas transformações somos nós, quando decidimos estar ou não com alguém, tentar ou não, começar ou terminar, ou até mesmo recomeçar, todos os pontos de partida tem finais diferentes. Até porque se tudo nos levasse sempre ao mesmo lugar fazer escolhas seria inútil.

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